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Entender as palavras nos faz compreender o universo ao redor!

Etimologia da Palavra Advento e sua História – “Especial de Natal”

Do Latim Adventus que siginifica chegada, vinda.

Uma palavra que contém um grande sentido para os Cristãos, pois é o período que corresponde às quatro semanas que antecedem ao Natal.  É um tempo de preparação, preparação para a chegada do Cristo, a vinda de Jesus ao mundo, a comemoração de seu nascimento.

Uma palavra que hoje significa a preparação para a vinda de Cristo. Mas houve um tempo que o advento tinha um outro significado. Em tempos antigos a palavra Advento representava a vinda, a chegada da divindade ao templo e era um período de muitas ofertas ritualísticas, solenidades e comemorações nas tradições nórdicas. 

É tempo de Natal! Uma época de cores predominantemente verde, vermelha e dourada. Diz-se que os cristãos sincretizaram suas tradições com as tradições nórdicas, que possuem muitas semelhanças com o nascimento de Jesus, o sol que veio a este mundo para trazer luz e esperança. Para compreendermos nossas tradições de Natal a história das tradições celtas, germânicas e escandinavas nos revelam a história de tantos símbolos que permeiam o nosso Natal.

Conta a tradição que os povos nórdicos cultuavam a passagem das estações do ano e adoravam os deuses da natureza. Cultuavam o Sol como um deus e justamente próximo ao Solstício de inverno, realizavam um período de festividades que chamavam de Yule, era um feriado solar, também chamado de sabbat, que se estendia de dezembro ao início de janeiro. Nesta época, eles comemoravam a chegada de Yule, o menino prometido, o filho do Sol.

Comemoravam o solstício de inverno, no dia 21 de dezembro de nosso calendário. Este era o dia que tinha a noite mais longo do ano, com mais horas de escuridão, era o dia que representava o ápice de um longo tempo de pouca luz que recobriu a terra. Este tempo de escuridão foi momento de interiorização e de reflexão. No ápice do inverno, nestes países as árvores todas perdiam suas folhas. Não havia mais folhas, somente seus galhos. Mas uma árvore permanecia vistosa, verde, viva e cheia de folhas, era o pinheiro. O pinheiro era a árvore da Deusa mãe, a árvore que traz o natal, a vida. O amor da Deusa era ofertado ao Deus Sol. Seus ramos eram ofertados em uma roda de folhas verdes com luzes, uma coroa, para agradar ao Deus do Sol, que se escondia durante as longas noites do inverno. Velas acesas simbolizavam o “fogo do deus sol”, um fogo vermelho, com a esperança de que a sua luz e o seu calor voltasse. 

A boa nova era que apesar de o solstício de inverno ser o dia com a noite mais longa do ano, o ápice de um grande inverno, era também um dia que prometia alegrias, pois a partir daquele dia a luz iria aos poucos chegar, o sol iria se aproximando cada vez mais da terra, com mais minutos de luz, o inverno começaria a ir embora, dando lugar à primavera. Era o começo de um período crescente de boa nova que ia do solstício do inverno ao equinócio de primavera.

Nesta noite de solstício de inverno a Deusa  também é reverenciada como a Mãe da Criança Prometida, que nasceria para trazer Luz ao mundo e a esperança.  A Deusa dá a luz ao filho, a criança do sol, cheio de vida, um bebê, Yule, com sua cor verde de vitalidade e renascimento. A criança do sol renasce, é a sua chegada. A deusa doa seu amor, e através do seu amor, tudo renasce. E acredita-se que a divindade permanecia no templo durante as celebrações.

A árvore do pinheiro é a força da Deusa mãe que gera o filho Yule representado pelo carvalho. O carvalho é a árvore de troncos fortes e firmes, ele renasce, vence o azevinho, o azevinho é a representação do deus das trevas e da escuridão. 

O Tempo do Advento, como conhecemos hoje recebeu novos significados entrelaçados com essas tradições nórdicas. É época de preparação para a festa da luz, quando Jesus veio ao mundo. A coroa do advento é esta roda de ramos e luzes que é acessa a cada domingo, representando vigilância, esperança, alegria e iluminação. O terceiro domingo do advento é o domingo da alegria que antecede a iluminação, o nascimento de cristo. 

No advento é possível se preparar caminhando do momento de reflexão, de renúncia, de penitência e de desprendimento, vigilância, para momentos de esperança, renovação, reconciliação, paz, solidariedade e plenos de alegria, inundados pela luz de cristo.

É tempo de purificação, de interiorização, de reflexões, de fazer uma limpeza na casa, na casa interior, renunciar a tudo aquilo que nos faz mal, nos desligarmos das impurezas mentais e sentimentais, das emoções negativas que cultivamos durante o ano.

A preparação para o natal é de conversão, de transformação, de perdão, de oração para sair da escuridão que nos impede de iluminar nossas mentes e corações. É tempo de  conexão com o amor. É o momento de união de amor que faz nascer o novo. 

Para poder renascer é preciso permitir que tudo o que é puro nos preencha. Se permitir inundar por grande luz divina. Deixar a criança luminosa, o sol interior renascer em nós. 

O Advento é tempo de celebração, de união, de estar junto, de confraternizar com família, de agradecer para realmente vivermos o verdadeiro sentido do natal.

O espírito do Natal está no ar, e você, já está se preparando, já está fazendo a faxina necessária?  

 

Etimologia da Palavra

Conhecer as palavras para também se conhecer, empreender uma jornada de transformação!

Conheça a Palavra Inspirar.

Inspirar tem a ver com colher frutos. Selecionar o que há de melhor, se encantar, se maravilhar. Semear, dissipar frutos e sementes para que outros também possam colher.

Um ciclo de prosperidade e abundância!

Inspirar

Etimologia da Palavra com compreensões da Ana

Etimologia da Palavra [Inspirar]

Do Latim INSPIRATIO, “colocar o ar para dentro, inalar, inflamar”, de IN, “dentro”, mais SPIRARE, “respirar”. 

Uma palavra polissêmica, que significa tantas coisas, trás sensações positivas, sinestésicas. Uma sensação de frescor, um alívio, um sentido de liberdade, uma vontade de seguir adiante, se relacionar, conviver com outros, pintar horizontes, contar boas histórias, sorrir, se encantar, sentir o vento, a brisa, as sementes voando.

De múltiplos sentidos:

  1. Colocar ar nos pulmões.
  2. Exercer ou receber influência sobrenatural ou divina.
  3. Exercer ou sofrer influência animadora; entusiasmar(-se), arrebatar(-se).
  4. Estimular, com beleza, encanto, virtudes.
  5. A capacidade criativa de… 
  6. Fornecer ou receber estímulo, ideia, sugestão.
  7. Fazer nascer no coração, no espírito, sentimentos ou pensamentos; sugerir, exalar.
  8. Nutrir-se de uma fonte.
  9. Seguir como modelo.
  10. Sinônimo de imitar, inalar, guiar, aspirar, infundir, iluminar, incutir, transmitir, orientar.

Uma das minhas palavras preferidas, é o lema do blog Flor da Consciência/ Inspirações da vida: “Aprender, viver e inspirar!” 

Lema este baseado no ciclo de uma árvore, que nasce (aprende a ser no mundo com jovem coragem – buscando ensinamentos, fonte que alimenta, um sol que ilumina); que vive (é o que é, vive o que acredita, é no mundo com firmeza, e a cada estação se transforma e se fortifica); que inspira (é no mundo florindo e frutificando, colocando na semente a sabedoria do que aprendeu).

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Venho descobrindo que amo árvores, com seus brotos novos, com sua sabedoria. Árvores me trazem profunda alegria! Elas são minhas musas inspiradoras. 

Lembro-me bem de uma aula de ciências que me marcou para todo o sempre, pela filosofia profunda da fala do professor ao ensinar o ciclo das gimnospermas.  Marcou tanto que se tornou na atualidade um lema da minha própria vida.

O professor dizia que uma semente havia reunido todas as forças, enfrentado adversidades, saído da terra escura, em busca de luz, crescido buscando ser uma ótima planta e saudável, passou a florir trazendo os melhores perfumes, e trabalhou duro arquitetando o melhor design para os frutos, recolhendo os melhores nutrientes, tornando o fruto o mais vibrante, o mais suculento, apetitoso e bonito possível. A planta muito se esforçou para dar o seu melhor e cumprir sua missão. Missão que se ramifica em muitas: ser um abrigo para pássaros, oferecer sombra, alimento, embelezar, umidificar, purificar, proporcionar respiro, etc, benefícios mil. E cumprir sua grande missão de se dissipar, fazendo com que a vida não morra e sim se perpetue.

Esse é um grande desafio para nós: fazer valer a pena a semente que somos, nos esforçar sem medidas; e cumprindo a missão maior, cumprimos muitas e muitas missões.  

O professor dizia: “Quão maior tristeza é a da árvore que recebe a incompreensão daqueles que comeram os frutos, juntaram todas as sementes encontradas neles, e depositaram, enterrando-as, ao pé da árvore dizendo-lhe: “toma que os filhos são teus!”  

A árvore não fez as sementes para morrerem improdutivas debaixo de suas copas, ela fez as sementes para serem lançadas o mais longe possível. Os frutos foram feitos para serem levados com o vento, pelos animais, pela água, por aqueles que os comem. Essa é uma postura de gratidão. A árvore se sente grata àqueles que compreendem o sentido dos frutos: ao mesmo tempo que saciam, levam consigo o gérmen da vida. As sementes precisam ser levadas ao longe para que haja vida em outras terras e para que assim a árvore possa se tornar eterna no tempo e no espaço através de cada semente que brota. A árvore cumpre seu ciclo.

Esse é um princípio altruísta. Aquele que dissipa conhecimentos que recebe, aquele que distribui o bem que possui, aquele que não guarda para si. O que se guarda para si, egoisticamente, morre. Aquilo que se dissipa e multiplica se torna vivo, isso é o importante.

As vezes queremos guardar para nós, conhecimento, dinheiro, comida, família e só viver ali entre aqueles que conhecemos, nós com nós mesmos, nós com meia dúzia de amigos, nós e nossos pais e nossos filhos e já é. Não, não é! Eu que o diga! … que isso muito me ensina e me atento! (As vezes no susto)

Um dia desses ouvi alguém dizer que raras são as pessoas que se tornam conhecidas e famosas eternamente. Dentre bilhões de seres que já existiram e vão existir, alguns nomes e suas histórias ficam na memória. Mas, a maioria é lembrada por três, ou quatro gerações, e é esquecida, porque aqueles que se lembravam deles também passam à morte. Então o que permanece de nós? Não são nossos nomes, nem nossas histórias, nem certa fama; o que permanece de nós é o bem que fizemos a cada dia, nos pequenos detalhes. E esse bem, em primeiro lugar permanece em nós e faz a nossa vida feliz agora. Esse bem se torna eterno, ele influencia vidas e vidas em milhares de séculos adiante. Hoje temos tecnologias, costumes, modos de ser, de falar, pensar, de vestir, comer em nossas vidas que outras pessoas anônimas e esquecidas no tempo há evos influenciaram com suas atitudes diárias. E isso permanece e atravessa séculos. Então, por mais pequenos e anônimos que sejamos nossas atitudes são importantes, elas sim ficam na memória do planeta. Vale lembrar então da responsabilidade de nossos atos. Já vemos que no âmbito micro, a família, os filhos seguem exemplos dos pais. Isso é real. Dramas ou alegrias se perpetuam, são aprendidos, ensinados e consciente ou inconscientemente repetidos, e se espelham no âmbito macro, em formas comuns, coletivas, de um grupo social de ser, fazer e viver – é o que chamamos de sociedade. Logo, muito se começa em nós. Dos bons frutos que recebemos, faz-se necessário dispersar-lhes as sementes em gratidão. O que seria de nós hoje sem os frutos de outros, dos quais nos tornamos árvores? Se queremos que o mundo seja melhor, atentemos que nossos nomes e histórias podem não ser lembrados, mas mesmo assim somos também frutos e sementes e nossas atitudes povoarão o mundo.

Ana Terra Oliveira

Etimologia da Palavra [Estima]

Do Latim AESTIMARE, “valorizar, apreciar, amar”.

Estima é sinônimo de afeição, apreço, consideração, respeito, estimativa.

Etimologia das palavras [CORAGEM]

CORAGEM: Do latim coraticum (cor + -atĭcum), Dar a Cor. Fazer com amor. CAPACIDADE DE VIVER SEGUNDO NOSSO CORAÇÃO E NOSSA ESSÊNCIA. AGIR COM O CORAÇÃO.