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Presente que não se compra, chega aos milhares. Traz alegria que não se vende, pois que se torna presente no coração que reconhece os pequenos milagres e contagia!

Fotografia Poética de Ana Terra

Foi em uma manhã de natal. Eu acordei e depois de ouvir os sinos, os pássaros já cantavam lá fora, o sol começou a sair. E toda criança em uma manhã de natal quer logo correr para a lareira ou para o sapatinho colocado atrás da porta na expectativa de encontrar seu presente de natal ali deixado, com uma etiqueta com seu nome. Isso é o mágico! E foi que eu logo reconheci meu presente. Não corri para ver os sapatinhos, afinal meus sapatos já não eram tão pequenos. Em minha casa não havia lareira alguma, afinal, ali era verão, o verão mais radiante e cheio de sol. E foi que abri as janelas e logo incrível alegria me invadiu. Eu pensei: esse é o meu presente, o mais bonito desta manhã de natal, um presente que vem aos milhares, em abundância. E claro, minha alegria foi abundante, logo corri para o meio de todas aquelas flores, ouvindo o som de abelhas em zum zum zum. Ninguém havia expressado o êxtase de tal beleza, todos em suas casas calmamente. E eu alegremente dançava na rua. Logo miradas surgiam das janelas, mulheres abriam as portas. Criança e passantes passaram e observaram, e comigo pousaram para fotos. Foi incrível!

 

O poder da quietude num mundo barulhento

” Quando nos livramos de nossas ideias, pensamentos e conceitos, abrimos espaço à nossa verdadeira mente. Na mente verdadeira há o silêncio de todas as palavras e ideias, e é muito mais vasta do que as construções mentais limitadas. Apenas quando o oceano está calmo e tranquilo, podemos ver a lua refletiva nele. O silêncio é, sobretudo, algo que vem do coração, não somos perturbados por dentro, não significa passar a vida mudo, sem se envolver nem fazer nada. Simplesmente significa que não somos perturbados por dentro, não há um falatório constante. Se somos verdadeiramente silenciosos, não importa o que nos aflija, sempre é possível desfrutar o doce espaço do silêncio. Em certos momentos, imaginamos estar em silêncio, pois não existe qualquer som ativo ao nosso redor. No entanto, se não acalmarmos nossa mente, a conversa segue presente no interior da nossa cabeça. Não existe silêncio verdadeiro. Devemos praticar a busca pelo silêncio em todas as atividades que fazemos. “

Perceba que o silêncio vem do seu coração, não da ausência de conversas. 

Thich Nhat Hanh